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Quem pode avaliar a sua escola? PDF Imprimir E-mail
Novo documento do MEC propõe metodologia de autoavaliação para o ensino infantil

img2O que define uma escola como boa ou ruim? É a sua estrutura física impecável ou quantas horas de aula os alunos têm por dia? É possível comparar escolas com metodologias, tamanhos e de regiões diferentes e dizer que uma é melhor que a outra? Quem, afinal, pode avaliar a sua escola?

O Ministério da Educação lançou em maio o documento Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, com a proposta de estabelecer parâmetros para que as próprias escolas – junto com os pais, alunos e com a comunidade – possam se autoavaliar. O documento, elaborado pela Secretaria de Educação Básica do MEC em parceria com a ONG Ação Educativa, a Fundação Orsa, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), parte do pressuposto de que a avaliação do ensino será um processo participativo e colaborativo entre toda a comunidade. A Secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, fez o lançamento oficial dos indicadores durante o Fórum Nacional da UNDIME, em Curitiba (PR).

A proposta metodológica dos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil é que cada instituição reúna a direção, os professores, as famílias e as entidades locais que se relacionam com a educação infantil e discuta os elementos fundamentais que devem ser considerados pela escola na reflexão sobre sua própria qualidade. A partir dessa conversa e utilizando o documento, as instituições poderão mapear quais são seus principais problemas e propor um plano de ação que conte com a participação de todas as pessoas e instituições interessadas na educação das crianças.

A adesão ao projeto é voluntária, mas recomendada a todas as instituições de educação infantil. Os interessados em conhecer e utilizar os Indicadores podem acessar o documento através do site do MEC (www.mec.gov.br). Essa avaliação é de uso exclusivo da escola e nenhuma informação produzida através dela será divulgada publicamente ou utilizada em rankings ou comparações entre instituições de ensino.

Dimensões e indicadores
A equipe de elaboração do documento considera que não é possível estabelecer critérios universais para avaliação das escolas, e que cada comunidade tem o direito de avaliar quais são suas prioridades e necessidades de transformação. No entanto, elege fatores fundamentais para definir a qualidade da educação, como:

- respeito aos direitos humanos, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à legislação educacional brasileira;
- reconhecimento e valorização das diferenças de gênero, étnico-raciais, religiosas, culturais e relativas a pessoas com deficiência;
- formação dos professores;
- condições do espaço físico.

O MEC parte do pressuposto de que, conhecendo seus pontos fortes e fracos, a escola terá maior capacidade de intervir na melhoria da qualidade, seguindo para isso seus próprios critérios e prioridades.


O documento elenca sete elementos fundamentais, também chamados de "dimensões": ambiente educativo; prática pedagógica; avaliação; gestão escolar democrática; formação e condições de trabalho dos profissionais da escola; espaço físico escolar; e acesso, permanência e sucesso na escola. Cada uma dessas dimensões é constituída por um grupo de indicadores. Os indicadores, por sua vez, trazem perguntas que devem ser respondidas coletivamente. A partir dessas respostas, é possível avaliar o desempenho da escola com relação àquele indicador. A soma das respostas dos indicadores define a avaliação de cada dimensão.

As perguntas dizem respeito a práticas, atitudes ou situações da vida escolar. Cada questão deve ser discutida pelo grupo e receberá uma cor de acordo com a realidade da escola: verde, amarelo ou vermelho. Caso o grupo avalie que as práticas discutidas (por exemplo, se existe a tolerância esperada com alunos com deficiência) estão consolidadas, deve atribuir a cor verde. Se na escola essa iniciativa existe, mas ainda não pode ser considerada recorrente, ela merece atenção e deve ser respondida com a cor amarela.

Caso a prática seja inexistente ou quase inexistente, a resposta será a cor vermelha. A partir dessa avaliação por cor é possível saber em que indicadores e dimensões a escola precisa continuar progredindo e, principalmente, os aspectos que necessitam de intervenção imediata.

Posteriormente, para atribuir uma cor para cada dimensão, o grupo não deve fazer uma média rígida das respostas somadas, mas refletir a partir das cores atribuídas às perguntas. Diante do quadro de cores dos indicadores, o grupo deve avaliar que cor melhor qualifica a dimensão. O material disponibilizado para download no site do Ministério da Educação é bastante completo e conta com um caderno onde casa pergunta, indicador e dimensão vem acompanhado de quadrinhos nos quais os participantes podem anotar as cores atribuídas e os motivos pelos quais chegaram àquela resposta. É importante anotar o que foi levado em consideração pelo grupo para facilitar consultas posteriores e tornar o processo mais racional.

Finalizada a discussão, o grupo deverá colorir o quadro-resumo, que traz somente o nome da dimensão e seus respectivos indicadores, junto com as cores estabelecidas. Para tornar o processo mais transparente, é importante expor o quadro-resumo na plenária geral, que deve ser feita ao fim de todos os debates setoriais. Caso o processo seja feito da forma indicada, ao final da discussão de cada grupo o relator terá um balanço de pontos fortes e fracos da escola em relação àquela dimensão. Todos poderão, então, definir as prioridades da escola para melhorar sua qualidade naquele aspecto. Aquilo que o grupo definiu como prioridades de ação será levado para a plenária final.

Após a plenária final, é importante que a diretoria da escola se reúna para estabelecer um plano de ação que implemente as sugestões da plenária final e desenvolva os pontos que a comunidade definiu como falhas da escola.

Fonte:
http://www.gestaoeducacional.com.br/
 

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